Fases da Aceitação do Autismo - BARGANHA/NEGOCIAÇÃO
A barganha
Você é mãe/pai/avó ou avô de uma criança com autismo? Você é professora e recebeu um aluno com autismo na sua sala? Fica comigo, vamos conversar e trocar experiências sobre esse universo singular que é o Transtorno do Especto Autista.
Oi, eu sou a Caroline Helena, mãe de dois meninos com autismo e professora de vários outros. Decidi aproveitar esse canal para compartilhar algumas vivências relacionadas ao autismo. No post de hoje vou falar sobre outra fase da aceitação do autismo, que sucede a raiva: a barganha ou negociação.
Geralmente as pessoas vivenciam as fases de aceitação em uma sequência, mas isso não é regra. Cada pessoa é única e vive sua experiência de modo singular.
Mas, seguindo uma ordem psicológica, depois que passa pela negação e pela raiva, é comum as pessoas passarem pela fase da barganha. A barganha ou negociação, é quando a pessoa vai começar a buscar uma nova forma de fugir daquela realidade.
Alguns vão partir para as promessas, novenas… É na barganha que a pessoa vai procurar pessoas que dizem “curar o autismo”. E aí está o perigo. Porque tem muita gente oportunista nesse mundo e muitas famílias podem cair nessa onda, por conta do desespero de se livrar do autismo.
Vou adiantar para você que estiver nessa fase: autismo não é doença, logo, não tem cura. Autismo é um transtorno do desenvolvimento, o cérebro tem uma estrutura diferente o que justifica os comportamentos característicos… Autismo não se cura, autismo se trata.
A única forma de tratar o autismo é com uma boa equipe de profissionais, que sejam pessoas esclarecidas e de confiança. Porque no mundo dos profissionais, também tem gente que se aproveita da fragilidade das famílias, então é bom sempre buscar recomendações.
Eu vou fazer um post exclusivo falando sobre o tratamento ideal para o autismo e como acertar no profissional. Por enquanto, vamos finalizar a série sobre o luto do diagnóstico, no próximo post vou falar sobre a depressão.
Lembrando que esse é um canal de vivências compartilhadas de aventuras sensoriais, proporcionadas por meus filhos.

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